Psicologia Infantil – Três sinais de alerta para os pais
É natural para a grande maioria dos mamíferos o exercício do cuidado em relação às suas crias. Com os seres humanos não é diferente. Estamos sempre atentos a qualquer sinal que possa indicar um problema de saúde. Uma tosse, um carocinho vermelho ou uma manchinha na pele é logo motivo de preocupação dos pais que, na maioria das vezes, procuram o auxílio médico para resolver o problema.
Para nós, adultos, não é novidade que a saúde integral de uma pessoa vai além de aspectos físicos. Uma pessoa pode estar perfeitamente bem fisicamente, mas ao mesmo tempo sofrendo com uma depressão ou alguma fobia paralisante.
Quando falamos do universo infantil, é normal pensarmos que os pequeninos não passam por qualquer tipo de dano ou implicações em relação à saúde psíquica. Desse modo, temos a tendência de supervalorizar sinais físicos, enquanto ao mesmo tempo, não damos a importância necessária aos sinais psíquicos de atenção ou mesmo de doença.
Afinal de contas, uma febre é muito mais fácil de ser percebida do que um padrão de comportamento que leva a criança a expressar acessos de raiva inexplicáveis, ou reincidências de casos de brigas e desentendimentos com os colegas, ou ainda quando se fecha devido a algum tipo de bullying ou sentimento de insegurança.
Para a escritora de best sellers canadense e especialista em assuntos de família, Ann Douglas, há treze sinais básicos de que seu filho possa estar com alguma necessidade de um pouquinho mais de cuidado para a saúde psíquica. Vamos conferir ao menos três deles?
1 Quando a criança está tendo mais dificuldade na escola
Somos indivíduos únicos, com habilidades e competências distintas também. Nem todo mundo gosta de esportes radicais, assim como alguns não são tão fanáticos por ficção científica. É normal que algumas crianças demonstrem um desempenho mediano, enquanto outras possuem verdadeiras fissuras pelos assuntos do colégio.
Nem por isso, o que tem melhores habilidades está necessariamente diagnosticado como plenamente saudável em termos psicológicos.
Da mesma forma que aquele que tem um rendimento mediano não precisa ser enquadrado como alguém que está com algum problema.
No entanto, se você percebeu uma queda brusca no rendimento escolar do seu filho, acenda o sinal de alerta.
Pode ser que ele esteja enfrentando alguma jornada interna que lhe está tirando a paz e assim a capacidade de concentração.
Com alguma frequência crianças cujos pais passam por processos de separação tendem a apresentar comportamentos diferentes dos que lhe eram comuns.
Segundo Grych o divórcio é um fator que influencia o bem-estar da criança, podendo provocar transtornos na conduta, ansiedade e agressividade (Grych & Fincham, 1990).
Toda essa carga acaba refletindo no desempenho escolar, levando crianças super saudáveis a viver períodos de profunda tristeza e dissabores.
Claro que há outros inúmeros problemas que podem levar uma criança a sofrer e precisar de auxílio psicológico. Alterações bruscas como: a morte de um familiar, mudança de escola, mudar de casa ou de cidade, tudo isso pode gerar medo, insegurança, provocando inclusive quadros depressivo.
O mais importante é estar atento e perceber padrões de mudanças comportamentais na criança, não se permitindo ser relapso quanto aos sofrimentos emocionais dos filhos.
2 A Criança está batendo ou intimidando outras crianças
Você já foi chamado pela direção da escola para resolver alguma situação em que seu filho foi apontado como agressor de um coleguinha?
Casos desse tipo são muito frequentes, devido às próprias e naturais interações sociais entre as crianças. Quase todas as vezes as brigas acontecem por motivos fúteis, mas nem por isso o fato deve passar batido.
Como dissemos antes, há vários motivos que podem levar uma criança a adquirir um comportamento agressivo e, é justamente para esses motivos que os olhos dos pais precisam estar atentos.
O que pode parecer apenas uma briguinha infantil, muitas vezes está carregado de significados e poderia ser interpretado como um pedido de socorro, por um bom profissional especializado em psicologia infantil.
É importante entender que as variáveis ambientais, além das características biológicas das crianças tendem a interagir de maneira a influenciar diretamente o seu comportamento.
O crescimento da criança abrange diversos aspectos, dentre eles o crescimento físico e as alterações psicológicas e emocionais, o que impacta diretamente nas interações sociais.
Quando entendemos que o desenvolvimento infantil é determinado por condições genéticas e fatores ambientais (como já dissemos acima) as causas de um possível estágio de sofrimento ou patologia emocional tende a ser mais compreensível tanto para os pais quanto para a criança.
Definir de forma técnica e analisar profundamente essas variáveis é imprescindível para que o problema não se estenda ao longo dos anos e assim prejudique o crescimento do seu filho.
3 A criança está tendo dificuldade em se concentrar
Dificuldade para manter atenção em atividades cotidianas, costume de perder objetos e a criança parecer não escutar enquanto se está falando com ela são alguns sinais importantes importantes e que não é bom deixar passar batido.
A falta de concentração, desinteresse e hiperatividade costumam deixar os pais sem saber o que fazer, enquanto a criança se vê cada dia mais vitimizada por um mal do qual ela nem mesmo sabe que sofre.
O Transtorno do Défict de Atenção e Hiperatividade, conhecido pela sigla “TDAH”, costuma ser um vilão que ataca a saúde mental das crianças e adolescentes, além de interferir diretamente na vida familiar como um todo.
Em alguns casos, a falta de instrução leva crianças que precisam de ajuda a sofrerem mais ainda sendo discriminadas muitas vezes dentro de suas próprias casas, pelos próprios familiares.
O mundo infantil deve ser repleto de brincadeiras e carinho, mas como vimos acima, muitas vezes fatores emocionais podem invadir esse mundo e desbotar o brilho interior dos pequeninos.
Nossa obrigação enquanto pais é fornecer as ferramentas essenciais que promovam o bem-estar e a segurança dos nossos filhos.
Para isso não basta estar atentos apenas aos fatores físicos, pois, tão importante quanto, sãos os fatores psicológicos das crianças.



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